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Data Selecionada: 27/06/2019

SOLUÇÕES JURÍDICAS PARA A REDUÇÃO DE GASTOS E GERAÇÃO DE CAIXA

A advocacia tradicional está quase sempre associada à ideia de problemas impossíveis de serem resolvidos no âmbito extrajudicial. Esse pensamento impede que empresas enxerguem a advocacia e seu departamento jurídico como ferramenta para redução de custos e geração de caixa.

De fato, na atuação judicial, o resultado final de um processo nem sempre é a solução, mas apenas o fim de um problema.

Não raro as expectativas quanto à resolução de um conflito no judiciário, seja na justiça comum, na justiça do trabalho ou na justiça federal, são muito diferentes do esperado e o impacto financeiro na organização da empresa é, quase sempre, muito pior.

Nesse sentido, a melhor maneira de evitar a judicialização de problemas ou ainda ter um melhor resultado nas questões enfrentadas na justiça é uma contínua parceria entre o jurídico e a empresa, como nos casos que serão abordados.

RELAÇÃO DA EMPRESA COM FORNECEDORES E CLIENTES

Sempre recomendamos a formalização das relações que a empresa estabelece com fornecedores e clientes.

Nesse sentido, o advogado pode atuar na revisão de contratos, buscando trazer eficiência e regras mais claras na relação comercial e consumerista, bem como analisar a legalidade de multas e outras sanções.

Nesse estudo, é possível levar em conta até as últimas normas que podem favorecer a sua empresa, como é o caso da conhecida MP da Liberdade Econômica que dá maior autonomia aos contratos interempresariais.

Além disso, na análise de um contrato, é crucial estabelecer boas garantias contratuais, que são importantes ferramentas que incentivam o cumprimento de obrigações, como a alienação fiduciária, hipoteca, fiadores e avalistas, um ponto que normalmente não é considerado no momento em que se firma um acordo.

Tão importante quanto a própria redação do contrato é a gestão deles.

Estar atento aos prazos contratuais, alternativas de negociação em contratos onerosos já firmados, definição de ritos de cobrança, inclusive com treinamento dos colaboradores do contas a receber visando profissionalizar e instruir legalmente quem faz esse procedimento, são exemplos de como manter uma boa gerência dos direitos e obrigações do negócio.

O trabalho também pode ser focado na melhoria da qualidade dos documentos, evitando protestos indevidos e que as cobranças mais efetivas no âmbito do judiciário.

Nesse último caso, é imprescindível saber a viabilidade econômica da cobrança no âmbito judicial e analisar a relação da probabilidade de recebimento e as custas processuais para o prejuízo não ser maior.


RELAÇÃO DA EMPRESA COM OS SÓCIOS

É comum que a maior preocupação dos empresários esteja nas relações estabelecidas entre terceiros e nem sempre os problemas são restritos à empresa, mas entre os próprios sócios. Quase todos já ouvimos falar sobre história de empresas que quebraram em razão de litígios societários.

Conforme já falamos nesse post, o contrato social é o instrumento que contém todas as regras essenciais para o funcionamento de uma sociedade e é imprescindível que os sócios, devidamente assessorados, reflitam sobre os riscos aos quais a sociedade pode estar exposta e criem regras que possam afastar tais riscos do cotidiano societário.

O documento deve contemplar as regras pelas quais a sociedade deve exercer as suas atividades. Além disso, deve refletir a convenção estabelecida entre aquelas pessoas que se associam de forma a constituir, regular ou extinguir entre elas uma relação jurídica.

É recomendado que uma empresa esteja sempre com seu contrato social atualizado, com regras claras e precisas sobre ingresso e saída de sócios e herdeiros; previsão de forma de valuation; regras de pagamento compatíveis com o fluxo de caixa da empresa e de resolução de conflitos, com saída forçada de sócios dissidentes.

O contrato serve, também, para proteger a empresa das relações existentes entre ela, seus sócios e terceiros. A ausência de cláusulas ou existência de disposições não refletidas são o bastante para causar uma instabilidade indesejada na empresa e até mesmo inviabilizar sua existência.

RELAÇÃO DA EMPRESA COM FUNCIONÁRIOS

Não é necessário se deter muito na explicação da importância de estar em conformidade com a legislação trabalhista no Brasil, que em 2017 teve mais de 2 milhões de ações ajuizadas na Justiça do trabalho[1].

Portanto, trabalhar preventivamente nessa área na busca pela excelência na execução das obrigações e processos organizacionais na área trabalhista é essencial para a própria sobrevivência da empresa.

Com a ajuda de um profissional do direito é possível aliar economia tributária, trabalhista e mitigação de riscos apenas com a elaboração de um bom plano de cargos e salários, por exemplo.

O trabalho do advogado também pode ser voltado para a implementação de mecanismos que estreitem as relações do empresário com o RH, compreendendo o funcionamento da empresa, perfil dos funcionários e a profissionalização dessas relações, inclusive com treinamentos e cursos que capacitam um colaborador para ser preposto em audiências trabalhistas, por exemplo.

Além disso, é importante executar uma auditoria jurídica trabalhista, com a finalidade de prevenir e se sobrepor a obstáculos existentes, mitigar riscos, evitar ações trabalhistas, custos processuais, honorários e multas aplicadas pela Secretaria do Trabalho.


RELAÇÃO DA EMPRESA COM O FISCO

Talvez o maior gargalo do empresário brasileiro esteja na tributação, e isso se dá por diversos fatores, seja na burocracia exigida por lei, seja na complexidade das regras e da atividade econômica, mas é possível afirmar que a relação das empresas brasileiras com o fisco são quase sempre permeadas de problemas e desperdícios.

Uma auditoria jurídica tributária, com o objetivo de definir o melhor regime tributário e revisar todas as obrigações tributárias trazem a segurança de que a empresa está em conformidade com as normas tributárias e está usufruindo de todos os benefícios fiscais a que tem direito.

Além disso, outro benefício da auditoria jurídica tributária é o levantamento de contingências passivas tributárias (tributos não recolhidos ou não declarados) e definir o melhor caminho para a solução desse problema, garantindo a saúde econômica futura do negócio.

O JURÍDICO ALÉM DE UM MERO SUPORTE

São inúmeras as preocupações do empresário em sua atividade. O que pregamos, é que o departamento jurídico de uma empresa vá além de um mero suporte. Sim, ele pode fazer a diferença.

Interpretação das exigências legais pertinentes e dos requerimentos dos regulamentos e instruções, assim como a necessidade de tomada de decisões, não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e experiência relevantes para os fatos e circunstâncias jurídicas relacionadas à empresa.

Ter a análise e o julgamento profissional faz parte da condução de uma boa estratégia de negócio, que em todos os seus aspectos possui implicações jurídicas.

[1] https://www.conjur.com.br/2018-nov-07/ano-lei-acoes-trabalhistas-caem-metade

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