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Data Selecionada: 04/07/2019

O PAPEL DO PREPOSTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO


Durante o processo trabalhista existem audiências em que as partes envolvidas são legalmente obrigadas a comparecer. Nessas ocasiões, a empresa, além de estar acompanhada de seu advogado, deverá ser representada pelo seu sócio ou por um preposto.

O preposto é então a pessoa por quem a empresa faz-se substituir diante do juiz na audiência, e irá prestar os depoimentos que se fizerem necessários ao processo.

Desde a Reforma Trabalhista o preposto pode ser qualquer pessoa, independentemente de ser empregado da empresa, como era exigido antes da reforma trabalhista.

Mas é importante ressaltar aqui que, apesar de não ser mais necessário que o preposto seja um empregado, a própria lei exige que o mesmo deve ter conhecimento dos fatos que são discutidos no processo.

Além de ser uma exigência legal, trata-se da melhor estratégia para o processo, como abordaremos a seguir:

O DEPOIMENTO DO PREPOSTO PODE COMPROMETER A DEFESA DA EMPRESA

Na audiência, o preposto estará representando o empregador, ou seja, a própria empresa, e deverá responder a todos os questionamentos que lhe forem feitos de forma clara, concisa, sem demonstrar incertezas sobre aquilo que lhe for indagado.

Diferente da testemunha, o preposto não tem o compromisso de dizer a verdade e presta depoimento ainda que não tenha presenciado os fatos discutidos na ação.

Apesar disso, qualquer indício de que o preposto esteja omitindo a verdade poderá ensejar em penalidades para a empresa.

Sendo assim é necessário que tenha conhecimento sobre o que aconteceu, seja por meio de documentos ou por outras pessoas.

Se o preposto não tiver conhecimento sobre algum fato relacionado ao processo e declarar ao juiz que não o sabe, ocorre o que no meio jurídico denomina-se confissão ficta , que, em termos práticos, é o equivalente à empresa não se opor aos fatos alegados pela parte contrária. Caso não tenha nenhuma outra prova em contrário, presume-se como verdadeira a alegação do empregado.

Na prática, dizer não sei em uma audiência trabalhista é o mesmo que concordar com o que a outra parte alegou.

E aí está a maior responsabilidade do preposto, já que, em seu depoimento, pode comprometer a resolução do processo e prejudicar a empresa, ainda que injustamente.

Tudo o que o preposto disser ou deixar de dizer terá um relevante impacto na resolução do processo.

A MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ NO DEPOIMENTO DO PREPOSTO

Como já esclarecemos, o preposto é parte do processo e diferente da testemunha não presta o compromisso de dizer a verdade no início do seu depoimento, uma vez que ninguém é obrigado a produzir provas contra si.

Porém, todos os participantes do processo judicial devem se comportar de acordo com a boa-fé processual e devem cooperar entre si para que se obtenha uma decisão justa e efetiva.

Desse modo, caso o juiz verifique que o preposto faltou com a verdade em seu depoimento, poderá ser aplicada multa por litigância de má fé à empresa.

Por isso não é recomendado que o preposto seja alguém alheio ao ambiente da empresa, mas que conheça a rotina da empresa, dos empregados, esteja ciente dos pormenores da relação que teve com o empregado envolvido na ação e de todos os fatos que o funcionário está postulando na reclamatória trabalhista.

A NECESSIDADE DE CAPACITAÇÃO DO PREPOSTO

Por fim, é importante mencionar aqui que a própria audiência pode ser encarada como uma situação hostil para o preposto. Seja por estar diante de um juiz, o que por si só pode ser intimidador, seja pela forma como o advogado da parte contrária o questiona.

Esses fatores contribuem para que o emocional do preposto seja abalado e é muito comum que, diante do nervosismo, o preposto se confunda no seu próprio depoimento e possa prejudicar a empresa no processo.

O preposto enquanto voz da empresa em juízo tem o dever de bem entender as demandas e ser o elo entre o ambiente empresarial e o processo, sendo necessário além do perfil adequado e pró-atividade para que o resultado obtido seja o esperado, um treinamento sobre a situação que será enfrentada.

Pensando nisso, preparamos um workshop para apresentar de forma clara e objetiva qual a função que deve ser desempenhada por quem representa a empresa na Justiça do Trabalho.

O objetivo do workshop é capacitar colaboradores para a função de preposto e agregar uma visão estratégica e proativa na sua participação.

Para tanto, serão expostos os trâmites de cada audiência trabalhista em uma conversa teórica e, no segundo dia, os participantes poderão colocar em prática todas as orientações repassadas em simulações de audiência.

Isso, possibilitará uma atuação eficiente e completa por parte dos prepostos

O workshop será realizado nos dias 17 e 18 de julho, às 19h, na Avenida Ayrton Senna da Silva, 200 loja 11.

Para mais informações entre em contato pelo e-mail mayara.bispo@lcdiniz.adv.br ou pelo telefone (43) 3325 5005.

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