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Exportador de serviços passa a usufruir da alíquota zero do IR

Com a publicação do Decreto nº 9.904/2019, nesta terça-feira (8/7), cerca de 12 mil exportadores de serviços podem usufruir da alíquota zero do Imposto de Renda (IR). O benefício incide sobre pagamentos realizados para fins de contratação de agentes no exterior, que atuam na intermediação de transações entre a empresa brasileira e seus clientes estrangeiros, assim como sobre a emissão de documentos realizada fora do Brasil.
A medida traz importantes aperfeiçoamentos ao Decreto nº 6.761/2009, referente à redução de 15% a 0% da alíquota incidente sobre valores pagos a residentes ou domiciliados fora do Brasil, gerando aumento de competitividade das exportações brasileiras e melhoria do ambiente de negócios.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia (Secint/ME), a medida deve gerar uma economia superior a R$ 1,5 bilhão para as empresas. A alteração normativa significa, ainda, uma isonomia de benefícios entre exportadores de serviços e de bens, já que esses últimos já se beneficiam da redução do tributo.
Como obter o benefício
Para que o benefício do IR seja obtido, basta que as empresas continuem registrando o pagamento aos serviços mencionados, que estejam associados às suas exportações, no Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio, o Siscoserv.
O decreto publicado hoje também atualiza, conforme estrutura de governo estabelecida pela Lei nº 13.844, de 18 de junho 2019, a gestão dos registros das operações relativas a pesquisas de mercado e ações de promoção comercial em feiras e exposições de promoção do Brasil. Com a incorporação dos antigos Ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e da Fazenda pelo Ministério da Economia, foi revogado o procedimento anteriormente previsto de comunicação entre as Pastas por meio do envio de relatórios, trazendo mais agilidade e eficiência para a atuação do Estado.
A iniciativa do Ministério da Economia foi realizada por meio de trabalho conjunto entre as Secretarias Especiais de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, de Produtividade, Emprego e Competitividade e da Receita Federal do Brasil, com discussões promovidas no âmbito do Grupo Técnico de Comércio Exterior de Serviços da Câmara de Comércio Exterior.

Fonte: Ministério da Economia - via: https://www.ibet.com.br/exportador-de-servicos-passa-a-usufruir-da-aliquota-zero-do-ir-sobre-pagamentos-no-exterior/

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Receita Federal realiza operação em Londrina com retenções de mercadorias

A Receita Federal realizou uma operação na Central de Distribuição dos Correios de Londrina, no norte do Paraná, onde foram retidos produtos eletrônicos sem notas fiscais na terça-feira, 2 de julho. Foram retidos 2.150 volumes de remessas, com o total estimado em R$ 1,2 milhão.
A operação, coordenada pela Coordenação-Geral de Combate ao Contrabando e Descaminho (Corep) em parceria com a Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 9ª RF (Direp09), contou com a participação de servidores da Delegacia da Receita Federal em Londrina/PR, da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu, da Direp09 e mais doze auditores-fiscais e analistas-tributários de várias regiões fiscais da Receita Federal.
A operação foi realizada com sucesso e atingiu dois objetivos: coibir esse tipo de comércio ilegal e padronizar os procedimentos de fiscalização nos correios. De acordo com o chefe da Direp09 as encomendas foram despachadas por empresas que vendem celulares, acessórios e relógios pela internet. Os produtos são comprados no Paraguai e revendidos no mercado interno sem o pagamento do imposto de importação. "Os produtos eram vendidos por empresas das regiões de Londrina e Maringá, no Paraná, para todas as regiões do Brasil. As empresas enviavam esses produtos sem notas fiscais, só com a declaração de conteúdo, o que é ilegal", explicou o auditor-fiscal.

Fonte: Receita Federal do Brasil - http://receita.economia.gov.br/noticias/ascom/2019/julho/receita-federal-realiza-operacao-nos-correios-em-londrina-com-retencoes-estimadas-em-r-1-2-milhao

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VANTAGENS DA AUDITORIA JURÍDICA NA EMPRESA


Auditorias são muito comuns quando se está buscando alguma certificação específica ou ocorre alguma infração administrativa.

Porém, fora desses dois contextos, a auditoria jurídica é até mais eficiente, já que pode antecipar eventual prejuízo e não há regras externas a serem observadas. O trabalho é realizado pelo negócio e para o negócio.

Trata-se de atividade independente, cujo objetivo é agregar valor à empresa, por meio de um trabalho de avaliação e consultoria que sempre envolverão questões jurídicas.

O QUE É AUDITORIA JURÍDICA?

A auditoria jurídica é um processo objetivo, sistematizado, usado para avaliar a governança corporativa, a utilização dos controles internos e o gerenciamento de riscos.

Passa, ainda, pela identificação das normas jurídicas aplicáveis à determinada atividade empresarial, ou da análise e apreciação do risco de determinadas demandas judiciais, em curso ou por ajuizar, para que o cliente (no caso a empresa auditada) tenha a exata dimensão da conformidade de suas práticas empresariais com o direito que a regula.

Ao final, são elaborados pareceres indicando a legalidade, licitude, juridicidade e subsunção ao direito da atividade empresarial.

Fazer uma auditoria significa realizar a análise sobre determinada área dentro da empresa. É um processo focado no auxílio da gestão para um parecer técnico das diversas nuances jurídicas de um negócio e diante disso traçar ações para evitar que o problema chegue a acontecer ou, na pior das hipóteses, se agravar.

A finalidade é avaliar a empresa de maneira sistêmica. A auditoria verifica se os controles adotados são suficientes para resolver problemas e questões que podem prejudicar a eficiência e a imagem institucionais.

A par dos processos, o auditor tem capacidade de fornecer uma visão panorâmica dos procedimentos de gestão e operacionais para nortear ações corretivas e de melhoria por parte da empresa.

É uma forma de evitar que esses problemas surjam e, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos deles. É bom lembrar que tais ocorrências podem ser bastante prejudiciais se não forem resolvidas a tempo.

QUAIS SETORES SE BENEFICIAM COM A AUDITORIA

Todos os setores da empresa podem se beneficiar de um auditoria jurídica, desde o setor financeiro, para analisar as obrigações tributárias e cíveis, até o RH ou a linha de produção para analisar os contratos e condições de trabalho.

Por exemplo, no caso de uma auditoria jurídica-contábil, o trabalho é analisar a situação financeira da empresa que permite atestar a precisão dos registros contábeis, identificar falhas de controle ou mesmo fraudes e irregularidades na gestão ou no regime tributário escolhido.

É realizada a partir do exame de documentos contábeis e de inspeções internas, contando ainda com a apuração de informações junto a fontes externas.

Por suas características, a auditoria é capaz de apresentar ao empreendedor uma opinião embasada sobre a realidade financeira do negócio, com segurança e transparência, permitindo a ele conhecer os problemas, suas causas e consequências, além de receber orientações sobre possíveis correções a implantar.

No caso de uma auditoria jurídica trabalhista, o trabalho do auditor tem como objetivo verificar o grau de confiabilidade, segurança e conformidade das informações produzidas e geradas pelo departamento pessoal, considerando todos os processos realizados pela empresa que impactam nas relações de trabalho.

OPORTUNIDADES E AUXÍLIO NA TOMADA DE DECISÃO

A auditoria jurídica não serve para identificar apenas problemas. Pelo contrário, com ela é mais fácil encontrar pontos que podem ser melhorados ou contribuir para o crescimento da empresa. É até por isso que ela costuma ser realizada antes de grandes mudanças, como um processo de fusão ou aquisição de empresas.

Importante destacar o quanto a auditoria jurídica contribui para a tomada de decisões, não só por apontar oportunidades, mas de perceber e antever diferentes cenários e possibilidades, algo tão importante antes de fazer alguma mudança.

Enfim, a auditoria jurídica é a ferramenta ideal para identificar a efetividade e produtividade do seu modelo de negócio, vale a pena conhecer um pouco mais e realizar esse tipo de atividade na sua empresa.

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Denúncia espontânea afasta aplicação de multa de mora, decide Carf

As multas de mora podem ser dispensadas quando há denúncia espontânea antes do início da fiscalização. Assim fixou a 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ao seguir entendimento do Superior Tribunal de Justiça. O acórdão foi publicado no dia 24/6.
Prevaleceu entendimento do relator, conselheiro Salvador Cândido Brandão Junior. Segundo ele, já é entendimento consolidado no STJ, inclusive sob o rito dos repetitivos, de que a denúncia espontânea afasta, também, a multa de mora.
"A denúncia espontânea está configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário acompanhado do respectivo pagamento integral, retifica-a antes de qualquer procedimento da Administração Tributária, noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente", explica.
Para o conselheiro, antes do tempo de início de fiscalização, conforme artigo 196 do CTN, o contribuinte pode espontaneamente declarar um montante de tributo devido e não declarado no momento previsto em legislação, constituindo este crédito tributário com o acompanhamento do montante do tributo e juros de mora, mas dispensado das penalidades.
"Caso o contribuinte apenas recolha em atraso um montante de tributo já declarado e constituído, este contribuinte não fruirá do benefício da denúncia espontânea, pois, não há denúncia, apenas um pagamento a destempo. Este também é o entendimento do STJ", diz.
Segundo o conselheiro, não há controvérsias de que o caso se trata de um caso de denúncia espontânea. "A divergência do Fisco reside, unicamente, no argumento de que a denúncia espontânea não afasta a multa de mora, já que a multa de mora não teria natureza punitiva. Entretanto, tal entendimento não merece prevalecer. É que o CTN não fez diferença entre multas de mora e multa de ofício, possuindo ambas natureza punitiva", explica.

Caso
No caso, o colegiado analisou auto de infração para constituir crédito tributário decorrente de pagamento de IOF em atraso, porém, sem o recolhimento da multa de mora.
Para a fiscalização, o instituto da denúncia espontânea previsto no artigo 138 do CTN afasta apenas o pagamento da multa punitiva, mas não da multa de mora. Com isso, de acordo com o Fisco, ao realizar o pagamento sem computar a multa de mora, a contribuinte não efetuou o recolhimento integral do IOF, o que motivou a autuação.

Fonte: Revista Consultor Jurídico - https://www.conjur.com.br/2019-jul-08/denuncia-espontanea-afasta-aplicacao-multa-mora-carf

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Custeio ou investimento, crédito presumido de ICMS não integra IRPJ e CSLL

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aplicou o entendimento da Primeira Seção segundo o qual o crédito presumido de ICMS não integra a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) nem a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para o colegiado, é irrelevante a classificação do crédito como subvenção para custeio ou para investimento.
Com base nesse entendimento, os ministros, por unanimidade, negaram provimento a recurso da Fazenda Nacional contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que decidiu que os créditos presumidos de ICMS, concedidos pelo Estado de Goiás à Cia. Hering, não constituem receita tributável.
O relator, ministro Mauro Campbell Marques, destacou que os precedentes da Primeira Seção estabelecidos no EREsp 1.517.492 devem ser aplicados ao caso em análise, já que os créditos foram renunciados pelo Estado em favor do contribuinte como instrumento de política de desenvolvimento econômico, e sobre esses créditos deve ser reconhecida a imunidade constitucional recíproca do artigo 150, VI, da Constituição Federal.

Nov a lei
No recurso especial, a Fazenda Nacional alegou fato superveniente ao julgamento da Primeira Seção e argumentou que o advento dos artigos 9º e 10 da Lei Complementar 160/2017 que entrou em vigor logo depois da decisão tomada pelo STJ teria reflexos sobre as decisões judiciais que afastaram a tributação do crédito presumido.
Para a União, a mudança na lei que classificou os incentivos e os benefícios fiscais relativos ao ICMS como subvenções para investimento e não mais como subvenções de custeio submeteu a exclusão da base de cálculo do IRPJ e da CSLL a determinadas condições, devendo tal classificação e condições serem aplicadas, inclusive, aos processos administrativos e judiciais ainda não definitivamente julgados.
Com base nesses argumentos, a Fazenda Nacional requereu ao STJ a reconsideração do acórdão, para que a isenção do crédito presumido de ICMS nas bases de cálculo do IRPJ e da CSLL só seja dada à Cia. Hering se a empresa atender às condições previstas no artigo 30 da Lei 12.973/2014, com as alterações da Lei Complementar 160/2017.

Irrelevâ ncia
Segundo o ministro Mauro Campbell Marques, a Primeira Seção entendeu que considerar na base de cálculo do IRPJ e da CSLL benefícios e incentivos fiscais concedidos para o ICMS violaria o pacto federativo estabelecido na Constituição de 1988.
"Desse modo, para o precedente aqui firmado e agora aplicado, restou irrelevante a discussão a respeito da classificação contábil do referido benefício/incentivo fiscal, se subvenção para custeio, investimento ou recomposição de custos, já que o referido benefício/incentivo fiscal foi excluído do próprio conceito de receita bruta operacional previsto no artigo 44 da Lei 4.506/1964", explicou.
Para o ministro, também são irrelevantes as alterações produzidas sobre o artigo 30 da Lei 12.973/2014 pelos artigos 9º e 10 da Lei Complementar 160/2017, que tratam de uniformizar a classificação do crédito presumido de ICMS como subvenção para investimento, com a possibilidade de dedução das bases de cálculo dos referidos tributos, desde que cumpridas determinadas condições.
"A irrelevância da classificação contábil do crédito presumido de ICMS posteriormente dada ex lege pelos parágrafos 4º e 5º do artigo 30 da Lei 12.973/2014, em relação ao precedente deste Superior Tribunal de Justiça julgado nos EREsp 1.517.492, já foi analisada por diversas vezes na Primeira Seção, tendo concluído pela ausência de reflexos", esclareceu.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça - http://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/Custeio-ou-investimento--credito-presumido-de-ICMS-nao-integra-base-de-calculo-do-IRPJ-ou-CSLL.aspx

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